sábado, 18 de dezembro de 2010

Caixinha

Há mais de dez anos atrás, eu e uma amiga escrevemos nossos sonhos em papéis, guardamos em uma caixinha e enterramos. Passados alguns meses, resolvemos mudá-la de lugar. Aquela caixinha não suportaria os três anos que queríamos deixá-la intocada. Esquecemos dela por algum tempo.

Em nossa formatura de oitava série, abrimos o pequeno tesouro. Foi uma mistura de sentimentos que hoje parecem bobos e infantis a olhos de terceiros, mas eu sei que não eram. Choramos e rimos. Sobre os papéizinhos? Desejávamos ter corpos lindos, uma amizade infinita (a nossa) e amores correspondidos (ambas tínhamos amores determinados).


E agora...
Quanto ao corpo, acho que nós duas buscamos sempre a satisfação.
Quanto à amizade? Não nos vemos com frequência, porém quando é possível, os sorrisos e os abraços são os mesmos.
Quanto aos amores correspondidos, eles mudaram de nome algumas vezes. A gente sempre tenta ser feliz.


Lembrando desse momento e de toda sensação que experimentei, até considerei fazer uma nova caixinha. Prendi-me na setença: "O que eu quero?"
São mais substantivos abstratos do que concretos, nada muito físico e prático. Não sei o que escrever.

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